Rondônia ocupa a segunda posição nacional na taxa de detecção de hepatite B, enquanto Porto Velho registra o maior índice entre todas as capitais brasileiras. Os dados fazem parte do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, divulgado pelo Ministério da Saúde.
O levantamento aponta que a doença continua sendo um importante desafio para a saúde pública, especialmente na Região Norte, onde os índices permanecem acima da média nacional.
A hepatite B é uma infecção viral que afeta o fígado e pode evoluir para formas crônicas, aumentando o risco de cirrose e câncer hepático. A transmissão ocorre principalmente por contato com sangue contaminado, relações sexuais sem preservativo e da mãe para o bebê durante a gestação ou parto.
Especialistas destacam que muitas pessoas convivem com a infecção sem apresentar sintomas, o que torna o diagnóstico precoce essencial para interromper a transmissão e iniciar o tratamento quando necessário.
A principal medida de prevenção é a vacinação, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além da imunização, o uso de preservativos e a realização de testes rápidos fazem parte das estratégias recomendadas pelo Ministério da Saúde para reduzir os casos da doença.
