Influenciadora Thais Reolon alerta após sofrer queimadura nos olhos causada por planta conhecida como cacto-candelabro

A influenciadora Thais Reolon usou as redes sociais para alertar os seguidores após machucar os olhos ao ter contato com o látex liberado por uma planta conhecida como cacto-candelabro. Ao g1, uma especialista explicou que, apesar do nome popular, a planta não é um cacto verdadeiro, mas uma espécie da família Euphorbiaceae, que produz uma seiva leitosa altamente tóxica. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Thais contou que o acidente aconteceu quando foi cortar um dos galhos da planta. Depois de manuseá-la, ela lavou a faca e as mãos com detergente. Cerca de uma hora depois, começou a sentir uma forte ardência nos olhos.

“Em algum momento, depois de ter lavado a faca, eu passei a mão nos meus olhos e os meus olhos ficaram muito inchados. Eu fui para a emergência, tive que tomar remédio na veia, sentia muita dor, não conseguia abrir os olhos”, relatou. A influenciadora contou que a pele também foi atingida pela seiva e comparou a sensação a uma queimadura química. “A verdade, gente, é que parecia que tinha jogado soda cáustica nos meus olhos. E até mesmo a minha pele também queimou.” Ela passou a madrugada no hospital, onde recebeu anestesia local nos olhos.

Depois, foi atendida por um oftalmologista e descobriu que ficou com uma lesão, que deverá cicatrizar com o uso de medicamentos. “Fui no oftalmo para poder ver como é que ficou os meus olhos e eu tô com uma lesão. Tenho que usar um colírio por um bom tempo para cicatrizar”, disse.

O que é o cacto-candelabro?

Segundo a doutora em Botânica e professora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Osvanda Silva de Moura, apesar do nome popular, o cacto-candelabro não pertence à família dos cactos. “Ele não é um cacto verdadeiro, mas sim uma Euphorbia, cuja principal característica é a presença de um látex cáustico, branco e altamente venenoso. Essa seiva leitosa é tóxica e pode provocar cegueira e queimaduras graves na pele e até o envenenamento fatal”, explica.

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Jornalista responsável: Ananda Carvalho [DRT – 1702]
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