ICMBio inicia abate de búfalos após avanço dos animais em área protegida da Amazônia

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) retomou o abate de búfalos considerados invasores na Estação Ecológica de Maracá-Jipioca, área de proteção ambiental localizada no estado do Amapá. A medida ocorre após o aumento dos impactos ambientais causados pela presença descontrolada dos animais dentro da unidade de conservação.

Os búfalos chegaram à região décadas atrás, durante projetos de criação animal desenvolvidos na Amazônia. Com o abandono das fazendas e ausência de controle, parte do rebanho passou a viver solta e se reproduzir livremente dentro das áreas protegidas. Atualmente, milhares de animais ocupam a reserva ambiental.

Segundo o ICMBio, os búfalos provocam destruição da vegetação nativa, compactação do solo, assoreamento de áreas alagadas e prejuízos à fauna local. O órgão afirma que o crescimento populacional dos animais ameaça diretamente o equilíbrio ecológico da unidade de conservação.

O plano prevê inicialmente o abate de cerca de 500 búfalos, dentro de um projeto piloto para reduzir os danos ambientais e controlar a expansão da espécie na região. O instituto informou que a ação segue protocolos sanitários e técnicos específicos.

A decisão divide opiniões entre ambientalistas, produtores rurais e defensores da causa animal. Enquanto especialistas apontam a necessidade do controle para preservar o ecossistema amazônico, grupos contrários criticam o método utilizado.

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Jornalista responsável: Ananda Carvalho [DRT – 1702]
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